quarta-feira, 15 de março de 2017

The last Mission : Corveta Pereira D’Eça




Depois de 40 anos ao serviço da Marinha Portuguesa, o NRP «General Pereira D’Eça” seguiu a sua derradeira missão: servir o país permanecendo no fundo do Oceano, na Região Autónoma da Madeira, contribuindo para o turismo subaquático, como recife artificial.
O NRP General Pereira d'Eça (número de amura F477) é uma corveta da classe João Coutinho. O navio foi baptizado em homenagem a António Pereira de Eça.

Esta classe foi projectada pelo engenheiro português Rogério d'Oliveira como um tipo de navio especialmente adaptado à atuação nas águas dos territórios ultramarinos portugueses, garantindo aí uma presença naval em defesa da soberania de Portugal. Para poderem ser construídos em alguma quantidade de modo a estarem presentes em todos estes territórios, era necessário que os navios fossem económicos e fáceis de manter. Estes navios seriam a versão moderna das canhoneiras do século XIX e dos avisos coloniais de 2ª classe da década de 1930. A Marinha Portuguesa classificou os navios da nova classe como corvetas, apesar da sua dimensão já os inserir na categoria das fragatas ligeiras e de terem recebido o prefixo F no seu número de amura.
Pela urgência da Marinha Portuguesa em ter os navios ao serviço, em virtude da Guerra do Ultramar, recorreu-se a estaleiros alemães e espanhóis para a construção da classe, sendo os navios lançados à água em 1970 e 1971.
De 1970 até 1975, os navios foram utilizados na função principal para a qual tinham sido projectados, atuando em missões de soberania e apoio de fogo nas águas de Angola, Guiné Portuguesa, Moçambique e Cabo Verde. Com a independência dos territórios ultramarinos, as corvetas passaram a ser utilizadas sobretudo em missões de vigilância, fiscalização, busca e salvamento nas águas de Portugal.

Tipo: Corveta / Fragata ligeira

Deslocamento: 1 438 t
Comprimento: 85 m
Boca: 12,5 m
Propulsão: 2 motores diesel OEW Pielstick com 10 000 cv e 2 eixos
Velocidade: 23 nós
Autonomia: 10 600 km a 18 nós
Sensores: Radar de navegação Kelvin Hugues
Controlo de tiro: Western Electric SPG-34
Armamento: 1 x 2 peças Mk33 de 76 mm
2 peças AA Bofors de 40 mm
Aeronaves Pista de pouso para helicópteros ligeiros
Tripulação/Equipagem: 100

sábado, 18 de junho de 2016

Xefina - Catch & Release - Maputo - Mozambique

A ILHA Xefina, localizada no nordeste da cidade de Maputo e a cerca de cinco quilómetros da praia da Costa do Sol, está sob forte ameaça de ser engolida pelas águas do mar. Segundo relatos da população local, o mar já penetrou cerca de sete quilómetros do lado norte, onde estava instalado um sistema de defesa militar, destruindo as infra-estruturas (paióis) e as rampas dos canhões. Além daquelas infraestruturas militares, a erosão marítima fez desaparecer parte do aeródromo que ali existia.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Inhaca - By Myself - Mozambique 2016


Inhaca é uma ilha situada à entrada da baía de Maputo, no sul de Moçambique, com as coordenadas geográficas de 26ºS de latitude e 33ºE de longitude. Tem uma área de 42 km² e dimensões norte-sul de 12,5 km e este-oeste de 7 km.

sábado, 2 de abril de 2016

Gu Dhagata ...Hefemula....Respirar.......Breathe.....

As línguas de Moçambique ,são todas de origem bantu, com exceção do português, que é a língua oficial, desde que o país se tornou independente, em 25 de junho de 1975[. O Ethnologue lista para Moçambique 43 línguas, compiladas abaixo, das quais 41 são línguas bantu, chamadas “línguas nacionais” na Constituição, e as restantes são o português e a língua de sinais.] De acordo com o censo de 2007 50,4% dos moçambicanos falam português (contexto urbano: 80,8%; contexto rural: 36,3%); 12,8% falam maioritariamente o português em casa e 10,7% da população total do país considera o português a sua língua materna, sendo que esta percentagem em Maputo chega a 25%.
De acordo com o censo populacional de 1997, as línguas mais faladas em Moçambique, como primeira língua (Língua materna) são a emakhuwa, com 26,3%, seguida da changana (11,4%) e da elomwe (7,9%).
Moçambique é um “Palop” (pertencente aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Duas das suas cidades, Maputo, a capital, e a Ilha de Moçambique são igualmente membros da União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas, também conhecida como “União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa.

terça-feira, 29 de março de 2016

Mergulhos nas águas tépidas do Índico

Os mergulhos nas águas tépidas do Índico são, é verdade, o principal móbil de quem se dá ao trabalho de fazer centenas – ou milhares – de quilómetros para chegar ao Tofo, mas para os mais desassossegados há um punhado razoável das tais actividades: observação de golfinhos ao largo, mergulho, snorkelling, caminhadas a pé ou passeios de cavalo pela praia ou por sombreados caminhos entre coqueiros e cajueiros, atravessando aldeias arrumadinhas, com pequenas machambas, terreiros limpos e gente afável.
Para sul, contornada a breve curva da baía e dobrado um tímido promontório, surge um extenso areal ataviado com dunas altas. Lá ao fundo, está o Tofinho, uma enseada que em certos dias se enche de ondas ao gosto dos surfistas.
Para o lado oposto, para norte, a caminhada há de ter seu início o mais cedo que se puder. Ao amanhecer, de preferência. Até se chegar ao primeiro cabo, que parece um braço de dunas a meter-se no mar, é preciso bem uma hora, e depois ainda quase outro tanto para se avistar o largo areal da Barra.
Pelo caminho, a batida trilogia do sol, mar e areia pode ser quebrada por surpresas: uns saguins que espreitam lá do dorso das dunas, rapazitos que desembarcam não se sabe de onde (das aldeias submersas nos palmares ocultos pelas dunas) para vender pulseiras e colares feitos com conchas e búzios, inventados com engenho depois da escola, ou bolinhos de sura, uma especialidade local feita com seiva de palmeira fermentada. Ou podemos dar com uma comitiva popular ocupada em trâmites religiosos, a consumar, de pés imersos na espuma das ondas, um ritual, talvez um baptizado, ou coisa equivalente, talvez uma iniciação.